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RN tem sexto maior aumento do m² do país em 2026: o que isso significa para quem vai construir em Natal

13 de outubro de 2026 · Aslann Leonette

Os dados do IBGE divulgados em outubro de 2026 são diretos: o custo da construção civil no Rio Grande do Norte subiu 6,89% no acumulado de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, colocando o estado na sexta posição entre os maiores aumentos do país. Em setembro de 2026, o metro quadrado chegou a R$ 1.870,25, segundo o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), divulgado pelo IBGE e reportado pelo G1 RN.

Para contextualizar: em 2025, o RN já havia registrado alta de 3,84%, encerrando o ano com o m² em R$ 1.749,52. Em um ano e pouco, o custo acumulou mais de R$ 120,00 por metro quadrado. Em uma casa de 120 m², estamos falando de aproximadamente R$ 14.400,00 a mais só no custo de referência.

O que está puxando esse aumento?

A alta não é um evento isolado. Desde janeiro de 2026, o RN já registrava pressão: 1,74% só no primeiro mês do ano, número expressivo para um único mês. Em abril, mais 1,22%. O padrão indica que a pressão vem sendo constante ao longo do ano, sem um pico isolado que pudesse ser descartado como ruído estatístico.

Os fatores que historicamente alimentam esse tipo de variação no SINAPI incluem:

Mão de obra: Acordos coletivos e dissídios do setor elevam a folha de pagamento das construtoras. No Nordeste, com mercado aquecido por obras de infraestrutura e habitação, a concorrência por mão de obra qualificada pressiona os salários para cima.

Materiais: Aço, cimento, fios elétricos e tubulações têm cotações atreladas ao câmbio e à demanda nacional. Quando o setor acelera em todo o país, o preço sobe independente do que acontece localmente.

Logística e frete: Natal e o interior do RN dependem de insumos que vêm de outros estados. Variações no custo do diesel e na capacidade de transporte impactam diretamente o preço final no canteiro.

Qual é a tendência?

Analisando a curva de 2025 a 2026, a tendência é de alta continuada, porém com possível desaceleração no ritmo a partir do quarto trimestre de 2026, caso a demanda nacional por insumos se estabilize. Mas isso é projeção — e obra não se planeja com projeção otimista.

O que os números dizem na prática: quem adiou a decisão de construir em 2025 esperando os preços caírem, pagou mais em 2026. Quem adiar agora, provavelmente vai pagar mais em 2027.

Isso não significa que todo mundo deve correr para o canteiro amanhã. Significa que o planejamento financeiro precisa ser feito com os números de hoje, não com os de dois anos atrás. Orçamentos defasados geram obras paradas.

O que fazer com essa informação se você está planejando construir em Natal?

Primeiro: revise qualquer orçamento que tenha mais de seis meses. Com 6,89% de alta acumulada, um projeto orçado no início de 2026 já está com os números comprometidos.

Segundo: priorize o projeto executivo completo antes de iniciar. Obras com projeto incompleto sofrem mais com retrabalho e compras emergenciais — e compra emergencial em mercado aquecido é sempre mais cara.

Terceiro: negocie contratos com cláusulas de reajuste claras. Contratos fechados a preço fixo sem indexação colocam o risco inteiramente sobre o contratado, o que pode resultar em obras abandonadas ou qualidade comprometida.

O custo do m² no RN subindo acima da média nacional é um sinal que precisa ser lido com seriedade por quem está na fase de planejamento. Ignorar esse dado é começar a obra com o orçamento errado.

Na Leonette Engenharia, trabalhamos com orçamentação atualizada pelo SINAPI e acompanhamento técnico de todas as etapas da obra. Se você está planejando construir em Natal e quer entender o custo real do seu projeto hoje, entre em contato. Tempo é obra.

Fontes consultadas

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